Põe um pouco de cor nesse mundo

Sabe o que acontece? Mau humor contamina. Tudo que é fechado te sufoca, não provoca. A vida foi feita para ser provocada, de modo a palpitar entusiasmo. Só assim que vale a pena, que faz cócegas no cantinho da boca para sorrir. Do contrário, o peito aperta, a dúvida surge, o choro vem.

A gente tem que tentar por um pouco de cor nessa vida, ou acaba vivendo um chá sem gosto e sem cor. Será que refletimos o que pensamos? Será que as pessoas e o ambiente à nossa volta transbordam o que sentimos? Bom, tem hora que atitudes positivas diante do que parece negativo ajudam sim. Mas cuidado com o humor alheio, cuidado com as palavras, afinal, você não sabe o que se passa ali do outro lado daquele coração.

É como Vinícius de Morais disse: “é melhor ser alegre que ser triste”, mas a gente nem sempre controla isso. Ser alegre demanda muito mais, pois a tristeza chega fácil e se instala sem nem pedir licença. Então, vamos à academia da felicidade. Dói um pouco tomar algumas decisões, mas o resultado geralmente é bom.

Até a próxima! Seja feliz! Tem hora que é questão de escolha.

Nanda Soares

Dia a dia sem compasso

Todos os dias um voo rasante sobre vidas que passam
Um andar sem espaço nas ruas que me atrasam
Não há tempo, há pedido, há um pouco de otimismo
que me aquece, me convence, me cobra o sorriso.
Nessa espera, nesse ponto, nesse mundo de distantes
Há alcance, há talento e a alvorada de uma chance.
Pés corridos, trabalho bendito
Gente que vem e gente que vai
Palavras que entram, palavras que saem
Sopro de amém, sopro do bem.
Meu espaço, seu espaço
Não há física ou compasso
Nesse mundo, noutro mundo
Adotamos nervos de aço.
Nanda Soares (Na luta por um mundo melhor)

Afinal

Afinal, onde é a nossa casa? Onde está o nosso lar? Não há lugar, mas a lembrança de algo que nos identifica e acolhe, com qualquer humor, qualquer choro ou pirraça, qualquer sorriso e sem qualquer disfarce. O nosso lugar abrange nossa essência e, mesmo que muitas vezes pareça desalinhado com o hoje, é lá que nos sentimos seguros e plenos. Uma plenitude temporária e inquietante, que logo nos avisa da necessidade de sair e buscar novos horizontes que nos preencha o vazio que insiste em nos visitar.

A nossa crise existencial começa sempre ao rever o passado naquele dado presente, sedento de futuro. Mas de um futuro que nos dê brilho nos olhos e palpite o coração. Que triste pensar que tem gente que passa a vida toda sem um friozinho na barriga, sem as famosas borboletas no estômago. Não, não é sobre exaltar a instabilidade, mas sim sobre valorizar as metamorfoses da vida, que nos empurram para viver novas sensações e experiências.

By Nanda Soares

Mania de escrever

cronicasUnir palavras vai além de mero português concordante, de pontos e vírgulas felizes. Essa ação vem recheada de significados, de intenções e desapegos, pois para escrever e divulgar a gente precisa desapegar das nossas ideias para torná-las coletivas.

Nessa coletividade de mensagens, sejam certas ou incertas, doamos estilo, vontade, humor, sono e cuca pensante. E para quem adora escrever, mas tem problema com tempo e atenção, o sacrifício é maior ainda. Um sacrifício exposto, conhecido, curioso e sedento de contemplação.

Então vamos lá! Vamos iniciar essa jornada escrita que traz inúmeros conhecimentos que outrora nem se cogitava saber.

Nanda Soares – Conectando Ideias