O que é curadoria de conteúdo?

A Curadoria de conteúdo é uma estratégia utilizada para replicar conteúdo relevante para os públicos de interesse. Este é um processo que envolve análise para filtrar e segmentar a divulgação por meio de canais digitais.

Algumas ferramentas podem ajudar no monitoramento de temas. Com o Pocket, por exemplo, você pode armazenar notícias, artigos e todo o conteúdo que precisar verificar para posterior publicação. Já o Google Alerts oferece a opção de cadastrar temas para seguir. Você receberá informações sobre os assuntos diretamente em seu e-mail.

A #curadoriadeconteúdo pode auxiliar na geração de leads e transformar os seus canais de relacionamento. É muito importante também citar as fontes e dar crédito aos autores originais!

#Pesquisa #edição #adequaçãodetexto #conteúdo #planejamento#informação

Boas ações e o novo capitalismo

“Faça todo o bem que puder, usando os meios que tiver, de todas as maneiras que puder, para todas as pessoas que puder, durante o tempo que for possível”.

Experimento social, marketing social, responsabilidade social: uma mensagem para o novo capitalismo! As marcas se relacionam de modo diferente e adotam novos padrões de valorização. Ser visível por meio de ações que contribuem com a sociedade é algo que vai além de mera publicidade. As pessoas não deixam de comprar, mas passam a se relacionar de modo consciente com o consumo. Aí se apresenta a necessidade de um novo olhar sobre o mundo. Pense diferente!

Gostamos da iniciativa ‪#‎Kanui‬! Via Canal DVC.

Como criar um blog gratuito no WordPress #1

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

Cora Coralina

Essa frase é chave para os posts que hoje têm início aqui na Conectidea. Sou muito grata a todos os tutoriais, fóruns, dicas em vídeos e todo o conteúdo explicativo que encontramos pela internet. Assino o material de vários sites que considero referência e gostaria de seguir o exemplo das pessoas que compartilham aquilo que sabem. Muitas vezes, coisas simples viram um verdadeiro pesadelo para quem está se atrevendo a fazer as coisas por conta própria. Então, atreva-se!

Para aquelas pessoas, organizações ou projetos que não têm muitos recursos financeiros para contratar agências de comunicação ou profissionais da área para dar uma mãozinha, a dica de criação de blog gratuito pode ajudar.  O wordpress foi a plataforma escolhida para o passo a passo da criação do blog, mas existem outras opções, como o blogspot (blogger).

Por que o WordPress? A resposta é simples: acho mais fácil de usar, você pode personalizar o seu domínio e é a plataforma que utilizo para os meus blogs. Então, vamos começar!

Você já sabe sobre o que quer escrever ou o que quer apresentar? Pense nisso, pois é fundamental que tenha em mente o tipo de conteúdo que quer compartilhar, ou seja, os temas que deseja abordar.

Passo 1: Acesse a página inicial do wordpress e clique em criar site.

inicial wordpress

Passo 2: Digite o endereço desejado para o seu blog. Pode ser seu nome ou algo que tenha a ver com o seu tema. O WordPress irá buscar e informar se o nome está disponível ou não. Se sim, aparecerá um sinal verde e você pode clicar em “Crie seu site e continue”. Se o nome já estiver sendo usado por outro blogueiro/a, aparecerá a mensagem “Este site já existe!”. Tente outro endereço até ser aceito.

endereço do blog

Passo 3: Pronto! Agora que já criou o nome do seu blog, o WordPress precisará de alguns dados. Verifique o nome escolhido, insira um e-mail válido (que você use), um nome de usuário e senha de acesso. Lembre-se de guardar esses dados.

detalhes

Passo 4: No próximo passo, o WordPress irá perguntar se deseja um domínio personalizado, isto é, um endereço de blog sem o complemento do nome da plataforma. Este serviço tem validade de 1 ano e custa $18 (dezoito dólares – anual). Ao invés do seu blog ficar com o nome “meubloggratuito.wordpress.com” (gratuito), ficará assim: “meubloggratuito.com”. Esta última opção é paga e você deverá inserir dados do cartão de crédito. Caso opte pelo domínio gratuito, clique na opção “Não, obrigado”.

domínio

Passo 5: A próxima página abrirá uma série de temas para você escolher. Veja o visual que mais lhe agrada e clique. Se depois você não gostar do tema, poderá trocar.

tema

Passo 6: Estamos criando um blog gratuito, então, escolha o plano gratuito na página seguinte.

plano gratuito

Passo 7: Confira seu e-mail e ative o blog. Logo aparecerá uma mensagem agradecendo pela inscrição.

inscrito no wordpress

Passo 8: Após ativar o blog no seu e-mail, clique em “Personalizar site”. Você irá conhecer a primeira parte da edição do seu blog. Ali vamos configurar o cabeçalho, cores e demais recursos conforme o tema que você escolher. A versão gratuita tem algumas restrições, mas atende bem!

editando

Daqui para frente acompanhe o passo a passo da Conectidea para configurar seu blog e fazer suas postagens. Separe as imagens que deseja inserir, a sua marca (se tiver), sua apresentação, texto de apresentação do blog, os marcadores que precisará. Os marcadores são uma lista de palavras que definem os temas do blog. Você poderá organizar o conteúdo de acordo com o assunto em foco.

Cuidado com o conteúdo alheio. Não vá pegar fotos ou textos dos outros sem autorização. Existem alguns sites que oferecem imagens gratuitas. Busque por imagens de domínio público ou com licença de uso gratuita. Outra opção é produzir suas próprias imagens. E se o texto não for seu, lembre-se de citar autoria, caso esteja liberado para tal.

No mais, LEIA! O WordPress é bem intuitivo e deixa tudo bem explicadinho. Basta ler e não sair clicando feito louca/o. Se não souber o que significa uma palavra, busque se informar, pesquise. Nada de preguiça. Agora você tem um blog para configurar e alimentar! No próximo passo vamos falar sobre o primeiro post.

Quer seu projeto ou sua história escrita?
Entre em contato para otimizar o seu conteúdo e a sua comunicação. Solicite Orçamento

Conectidea-conteudo-comunicacao


A era das solidões disfarçadas

Então é isso. A virtualidade alheia se acomoda onde a real presença deveria estar.

A solidão nunca foi tão real. Mas, no silêncio de um quarto enfeitado de histórias e com o aroma do próprio perfume, boa música e palavras para escrever, essa distância parece trazer certa calmaria. Enquanto isso, por aí, estão as solidões agitadas, disfarçadas nas boates lotadas, com gente bebendo seus copos de coragem.

Ninguém quer ficar sozinho, mas está. O amigo que mora longe, o que casou e adotou uma nova versão de diversão, aquele isolamento em mundos tão restritos e tão supostamente protegidos. Será mesmo que querem o não envolvimento? Será mesmo que a moda é o descompromisso amoroso? Mas, até mesmo o amor tem novos significados. Os amores dos contos de fadas já não fazem tanto sucesso como antigamente, mas nem por isso deixamos de sonhar com príncipes e princesas. Hoje em dia, após pouco tempo de convivência, as pessoas se dão ao direito de tentar mais uma vez, mais uma história, mais um talvez. Parece que estão sempre à espera do que caiba em sonhos fartos de expectativas cinematográficas. Afinal, quem não quer viver uma comédia romântica?

Então é isso, homens e mulheres reclamando da dificuldade de se relacionar. Na verdade, fica o medo da entrega, da intimidade, do contato com a imperfeição, pois, até dado momento, a mágica do “não-problemas, não-compromisso, não-família” está vigorando. Mas é a superficialidade que facilita a distância. Vê-se apenas o bonito, o maquiado. A maquiagem dos homens e mulheres. Tudo anda tão maquiado hoje em dia que quando se deparam com a proximidade, com a cara lavada, as pessoas recuam com medo de enfrentar uma ilusão. Neste tempo e espaço acabam confundindo o real significado de ilusão.

@Nanda Soares – Xícara Conteúdo

Bullying, depressão e um balão prestes a estourar

Meninas de asas quebradas

Tudo em nós que parece não se encaixar aos padrões, é passível de bullying. Na escola, na academia, na família, na universidade, na rua, na internet. E agora? O bullying virtual está em todos os lugares e vemos cada vez mais histórias de meninas que, acuadas e pressionadas pelas ações de terceiros mal intencionados, entram em depressão, colapso nervoso, desenvolvem anorexia, bulimia e outros distúrbios que fazem mal a elas mesmas. Os outros: os outros continuam rindo, fingindo não ver, vivendo suas vidas.

why-menina -bullying-depressão
Bullying quebra asas – Ilustração de Nanda Soares para Why Menina

 

Com as redes sociais, vemos um campo aberto para disseminação de ofensas que podem afetar e até mesmo devastar a vida das pessoas. A autoestima e a segurança para seguir em frente é atropelada. Vemos por aí meninas de asas quebradas, presas em infernos astrais e pesadelos da vida real. É como se vivessem pisando em balões de gás, prestes a estourar. Lá embaixo, um abismo de exposição, olhares e julgamentos. Muitas vezes, o tombo é tão grande que leva à morte. Essa é uma metáfora para falar dos casos de meninas que sofrem tanta fadiga emocional que chegam ao suicídio.

A depressão altera o humor, o comportamento, o desejo, a saúde. A tristeza e medo persistentes mudam a pessoa que sofre com isso. E mudam suas relações no mundo. O caso de Amanda Todd, uma adolescente de 15 anos, é exemplo disso. As agressões teriam começado quando ela teve sua imagem exposta em um página no facebook criada para divulgar a jovem de topless. Como isso aconteceu? Aos 12 anos ela foi convencida a mostrar os seios pela internet e depois disso sua vida virou um pesadelo. A página se disseminou e os colegas da escola não deram trégua. Ela se mudou de casa e de várias escolas, mas o assédio foi além do que ela poderia suportar. Amanda se enforcou após a saga de sofrimento decorrente do cyberbullying. E isso não é um fato isolado. Por isso temos que refletir, informar, sensibilizar, prevenir e buscar formas de punir os agressores. A adolescente Rebecca Ann Sedwick, 12 anos, suicidou-se na Flórida, depois de passar mais de um ano sendo aterrorizada com  o bullying on-line dos colegas. Segundo a mãe da menina, sua filha recebia mensagens de texto como: “Você é feia”, “Por que você ainda está viva?” e “Se mate”.

Infelizmente, as testemunhas de bullying acabam se calando por medo de serem a próxima vítima. Mas esse comportamento precisa ser orientado para novas formas de empoderamento. As vítimas sofrem caladas e são sufocadas por ameaças, por calúnias em cima do acontecido, por palavras e atos hostis, além do isolamento. Quando isso acontece na escola, quais atitudes são tomadas pela direção e professores?

Reduzir a prevalência de bullying nas escolas pode ser uma medida de saúde pública altamente efetiva para o
século XXI. (Lopes Neto – Jornal de Pediatria – Sociedade Brasileira de Pediatria)

Bullying quebra asas, afoga o potencial de interação das pessoas, modifica sentimentos, agride, mata. A estudante Julia Gabriele, de 12 anos, foi vítima de cyberbullying no facebook, feito por contestáveis páginas de humor. Postaram suas fotos e fizeram brincadeiras desagradáveis sobre seus pelos faciais.A Revista Toda Teen contou o caso de Julia, seu desespero e a repercussão em sua família. Mãe e filha choraram e suplicaram para que parassem.

Me odeiam, mas eu nunca fiz nada para nenhum deles. (Julia)

Meninas, entendam: Bullying e cyberbullying são crimes. Denunciem!

@Nanda Soares para Why Menina

Eu Conteúdo Infinito

Hoje acordei sabendo um pouco mais do que ontem, mas, a cada momento, descubro que sei muito pouco ou quase nada. Somos seres famintos de informação e buscamos sempre mais. Aquele “além” que antes diferenciava rapidamente se torna ultrapassado. Vamos adicionando tecnologias e transformando o que outrora era moderno em passado. Pois bem, que venham somar os termos em nossa caixinha do saber, mudar os modos de escrever, de vender, de comprar, de ver, de interpretar, de encontrar sentidos diversos em um universo complexo simplificado.

Fazemos a leitura dinâmica de nossa linha do tempo, aprendendo e apreendendo palavras, engolindo notícias goela abaixo, emocionados, desatentos, acomodados na cadeira, mas conectados ao mundo por meio de uma rede em constante expansão.  

O mundo de hoje se apresenta em cores vivas, fotos dos momentos perdidos, registros do que se come frio, felicidades divulgadas dentro de uma revista chamada “Eu”, que tem no nosso dia a dia o seu sustento. Não há volta, apenas desespero em caso de apagão.

Nanda Soares

 

 

O ser e o relacionar-se na era das redes sociais

As relações sociais ganham novos formatos e, ao mesmo tempo em que se tem toda a atenção voltada para a presença on-line, também se criam distanciamentos. As redes sociais revelam valores e comportamentos das pessoas, apresentando reforço negativo ou positivo que
contribuem para a manutenção ou mudança de atitudes e posicionamentos.

Por fim, ainda estamos no caminho, mas já encontramos indícios de uma era que está se configurando com muitas adaptações: a era virtual. As máquinas nos acompanham e nós acompanhamos as máquinas. O mundo on-line permite que sejamos múltiplos, e nessa
multiplicidade encontram-se inseridas a nossa cultura, nossa moral e costumes. O virtual, ao mesmo tempo em que abre caminhos para que as pessoas possam se expressar e ganhar voz na sociedade, também cria escudos que legitimam a distância e prejudicam a comunicação face a face.

As opções para se transformar e assumir novas personalidades geram um certo desconforto quando se pensa que essa não é a melhor saída para resolver problemas de relacionamento e, por outro lado, proporciona alívio àqueles que de fato não conseguem se integrar e interagir no mundo real. Portanto, vivemos em um mundo cheio de contradições, no qual as redes sociais assumem papel importante na manutenção de laços, na comunicação e interação.

As redes sociais, vistas como buracos de fechadura, revelam mais do que muitos poderiam prever ou mesmo imaginar. Ali, tanto o inconsciente quanto o consciente se manifestam. Nesse contexto, deve-se tomar cuidado para que, na mistura entre virtual e real, não deixemos de viver a coletividade, o contato com o próximo, a troca genuína de experiências e, principalmente, que possamos evitar a descaracterização de nós mesmos.

* Considerações finais do meu artigo intitulado O BURACO DA FECHADURA DAS REDES SOCIAIS – VIDA REAL VERSUS VIDA VIRTUAL, 2012. Trabalho realizado sob orientação de Rodrigo Capella – MBA.

Até a próxima!

Nanda soares

As redes sociais nos pegaram ou nós nos agarramos a elas?

A velocidade e função terapêutica da rede

Por Nanda Soares

As redes sociais nos pegaram ou nós nos agarramos a elas? Nessa onda de relacionamentos virtuais, sentimentos ainda são muito reais.

Às vezes realmente parece que coisificamos. São tantos recursos e inovações que se apresentam para nós que, em dado momento, sentimos que precisamos de um novo HD-cérebro ou mais memória RAM. Somos especialistas e, de fato, sabemos um pouquinho de cada coisa. E onde está a concentração para decodificar, assimilar e interagir com tudo isso? Onde é que se compra foco?

Você se concentra, aprende uma nova tecnologia, é capaz de reproduzir  as ações, mas, eis que chega a inovação da inovação. A novidade fica ultrapassada. É a moda das novas tecnologias. Era Digital, virtual, da informação, da tecnologia e mais algumas eras para se enquadrar.  E sobre se atualizar? Minha nossa, por onde começar? Aí está o problema.  Em um mercado que te pede para ser multifuncional, há de se encontrar o tal foco.

Outra coisa que nos segue (não estou falando de Twitter) é o vocabulário criado nas redes. A gente incorpora e usa por diversas vezes sem perceber. Porém, é preciso que se entenda que muita gente não conhece os termos utilizados na internet, fazendo-se necessário adaptarmos nossa linguagem para a vida social também.

Para conversar pela internet é preciso pensar rápido e enviar a mensagem ligeiramente. Com isso, por um lado abreviamos nossa forma de expressão e, por outro, criamos uma estratégia para dizer o que se quer em poucas palavras. Ainda assim, usamos os links como apoio e fica difícil ter tempo para dizer tudo que se deseja. Mais informação e menos densidade. Aí entramos num outro tema, a superficialidade das relações.

De qualquer modo, internet também já virou terapia. Com tantas coisas disponibilizadas na rede, tais como jogos, livros, receitas, fotos, vídeos etc, pode-se sim passar horas em frente ao computador sem perceber, distraídos, rindo ou chorando sozinhos, aprendendo, conferindo as novidades resumidas, vendo o que não foi possível ver e vivendo virtualmente o que o cotidiano não te deixou viver. O que não deixa de ser um risco também. Ater-se à tela e acabar gostando mais do mundo virtual que do real. Isso já acontece e não é história recente. Hoje vamos falar das redes sociais enquanto terapeutas. Citemos o facebook como exemplo.

Fulano escreveu que está cansado e deprimido. Logo depois descobre que não é o único, pois ciclana e outros mais respondem falando de si mesmos também, concordando com o pensamento, dando a mão virtual do “eu te entendo”. De vez em quando vêm as frases e comentários de motivação ou gozação. Observa-se imagens e frases em tom de zombaria, que muitas vezes não são entendidas como forma indireta de agressão, sendo compartilhadas e curtidas pela “galera”.  Através das redes vemos pessoas expressando não somente suas idéias, mas também valores, preconceitos e sentimentos, muitas vezes dos mais íntimos. É um caderno à mostra, um diário onde mágoas e raivas são despejadas. Também se veem manifestações de felicidade e de carinho. Um novo mundo que nos permite tornar público o nascimento do filho, a festa que se foi, o doce que comeu, a viagem que fez, o amor que conheceu, o amigo encontrado ou a realização de um projeto. Somos todos e todas como namoradeiras à beira de janelas na internet. Quer-se saber da vida do outro, como na vida aqui fora. Comparamo-nos, felicitamo-nos, criticamo-nos. Quer-se falar de si para os outros. Divulgar e compartilhar o que há de bom ou de ruim, na espera de uma resposta. Forma-se então a interatividade terapêutica da rede.

Revelar fragmentos da vida e do pensar, seja entre os amigos, amigos de amigos ou para qualquer pessoa, é um modo de dialogar com o outro e consigo mesmo. Encurtam-se distâncias de certa maneira e, simultaneamente, mantêm-se a zona de conforto. Comunica-se e ponto, sem muito cuidado. Quando surgem as imagens e frases de impacto para serem compartilhadas, é possível perceber a interação passiva também. Compartilho a ideia, mas não tenho tempo para pensar como escrever para dizer o motivo de minha concordância. Ainda assim, é válido, pois coloca-se de lado o “eu” em prol de uma causa. Apesar de que, tem muita gente compartilhando e apenas dizendo que curtiu coisas sem ler, sem nem saber direito do que se trata, sem pensar a mensagem. Afinal, são tantas mensagens de uma só vez que fica difícil. Espreme-se o conteúdo e dá-se um jeito de dizer que esteve ali. E mais, as frases com ou sem aspas de diversos autores são usadas para dizer seu humor do dia, revelam parte da sua personalidade, seus gostos, reverenciam suas escolhas e posicionamentos. Não é à toa que empresas pedem para ver os perfis dos futuros profissionais. Já parou para pensar que o seu perfil no facebook daria uma boa análise psicológica?

Então, as redes sociais nos pegaram ou nós nos agarramos a elas? A tecnologia nos mostrou um novo caminho. Neste caminho precisamos de um saber diversificado e também entrar em contato com nós mesmos. Precisamos entender o isolamento que aproxima. Nos transformamos em vozes, imagens e palavras. Já fomos transformados em números e agora somos perfis. E às vezes múltiplos. Somos seres sociais e tentamos nos inserir, abrindo-nos para uma sociedade virtual.

By Nanda Soares