Ideias são pedaços da sua felicidade

As ideias das pessoas surgem como parte de sua trajetória e criatividade. Precisam ser cuidadas, registradas, alimentadas para crescerem e ganharem vida própria, como pedacinhos de nós mesm@s, cheias de inspiração e motivação. Se uma ideia te cutuca, te provoca e sempre retorna ao pensamento para uma visita, não a deixe partir sem um abraço. Convide para um cafezinho adoçado com possibilidades de realização. Tente! 💡💗
#conectidea #sonhos #ideias #motivação#comunicação #transformaçãosocial

Empatia para empreender

Existe uma revolução nos relacionamentos, algo que influencia o nosso dia a dia e o mercado de trabalho. Esta transformação revela a necessidade de considerarmos a #empatia para empreender junt@s. Isso significa uma nova visão para aprender cada vez mais com os parceiros e clientes, para alcançar produtividade e rentabilidade em formato colaborativo.
 
As organizações só têm a ganhar com esse novo modo de vivenciar, de produzir, criar e comunicar. Uma cultura que promove mudanças, gera diferenciais para seus colaboradores, mais valorização e resultados.
 
#Empatia serve para transformar as relações sociais, conviver bem com a diversidade, trocar experiências agregadoras, crescer junt@s e em sintonia com o bem-estar coletivo.
 
@conectidea #comunicação

Seu sonho sabe nadar

Por Nanda Soares

Ele estava andando junto a mim. E eu não lhe dei a mão. Então, meu sonho caminhou devagar e entrou no mar da espera. Agora preciso me arriscar entre as ondas para tentar resgatá-lo.

Durante algum tempo reconheci neste sonho a companhia que sustenta. Sonhos são como bons amigos que nos incentivam. Através desse íntimo amigo eu conheci a motivação. E esta, além de ter altos e baixos, é inquieta. É preciso cuidar sempre, como quem segura o pulso de uma criança na rua.

A motivação pode fugir, mas o sonho te olha nos olhos e vai embora, sem correr. Por isso, a cada minuto, a cada novo ou comum acontecimento em nossas vidas, a motivação precisa ser incentivada, vigiada. E a motivação tem tamanho, adapta-se à realidade em que vivemos, seja na vida pessoal ou profissional. Quando esta cresce, o ânimo cresce, cria-se maior expectativa, mais disposição. Portanto, lembre-se: para o sonho dá-se a mão para caminhar junto, mas por outro lado, segura-se pelo pulso a motivação, senão ela foge.

São inúmeras as formas de enxergar sonhos e motivações. Existem aquelas motivações exaustivas, pelas quais você estará sempre sob constante pressão, pois  precisa de respostas. Uma motivação mecânica, cheia de metas que parecem monstros no armário. E não precisa ser assim.

O sonho envolve tudo isso, desde motivação, planejamento e parcerias. Se a motivação demora a ter resposta, ou simplesmente não tem resposta, ela diminui, abaixa, o rendimento cai e ela pode até ser demitida da vida. A motivação é como um botão de liga e desliga, com um controlador de intensidade no meio do caminho. Mas se um sonho não é realizado, fica empoeirado, ou ultrapassado. Ele não diminui, não some. Estará lá no mar esperando resgate, cansado, desidratado. Sonhos são como pessoas queridas, impossíveis de serem deixadas no esquecimento. De repente, ele volta na memória. Aí você tem que lidar com isso: ou se angustia, ou encontra a conhecida nostalgia, ou realiza. Pode ter que fazer ajustes, mas sonhos aceitam adaptações também!

Com certeza já ouviu alguém dizer: “esse era o meu sonho no passado”. Pois bem, é o período em que a realização daquele sonho do passado já não cabe mais no hoje, pois o contexto é outro; a gente vira outro. Estamos em constante mutação e os sonhos não são diferentes. Chega aquele dado momento no qual você precisa se colocar e realmente se arriscar entre as ondas. Não se preocupe, o sonho sabe nadar. Para resgatá-lo é preciso algum esforço, é preciso se molhar, quebrar ondas. Eu sei o que estou dizendo, pois meu sonho certa vez entrou no mar, lembra-se?

O Resgate

Primeiro, você tem que saber nadar. Se não sabe, aprenda, qualifique-se! Você vai precisar ir e voltar por algumas vezes, e o sonho só te observa. O esforço deve ser seu. E se você, com determinação, quiser que ele volte, em algum momento ele vai tentar vir ao seu encontro também. Vai nadar na sua direção, com dificuldade. Quando vocês se encontrarem, não lutem contra o mar. Basta dar as mãos e ter foco para encontrar o caminho certo. As ondas chegarão à praia. Logicamente tem gente que vai longe demais, indo atrás do sonho distante demais. Neste caso, avise o salva-vidas, os bombeiros consultores. Tente resgatá-lo sim, mas não vá sozinha para não se afogar. Saiba reconhecer os riscos. Chame a motivação para te ajudar!

Quando se resgata um sonho do mar, há de se ter uma conversa franca com ele. É preciso abraçá-lo e explicar o motivo de tê-lo deixado de lado. É preciso pegar sua mão, olhá-lo nos olhos e mesmo que tenham de fazer um longo caminho até a casa da realização, você terá uma companhia preciosa, a quem poderá confiar suas esperanças; alguém que se manterá firme e crescerá com você, até a concretização. E não importa o quanto ele tenha que se adaptar, sonhos são elásticos, sabem boiar no tempo, perdoam com facilidade, mas são bem exigentes.

Portanto, aprenda, eduque os monstros no armário, planeje, segure sua motivação pelo pulso, cuide dela: assim terá ajuda para salvar o sonho, caso ele resolva ir nadar no mar.

Crônica para empreendedor@s.

Quando o corpo não acompanha a mente

Vivemos em tempos dos “sem tempo”. A corrida pela produtividade está movimentada. Aceleramos, mas ainda assim compraríamos alguns minutos, se pudéssemos. Com isso, colocamos em segundo plano a alimentação, o lazer e a própria saúde. A era dos estressados é agora!

Em um mundo de grande competitividade aprendemos que ser criativo, paciente e ágil, tudo ao mesmo tempo, é necessário. Mas as ideias muitas vezes se atropelam e o relógio não dá trégua. Com o advento das redes sociais e o mundo nas mãos, também trocamos o descanso por interação contínua. Sim, estamos viciados em informação e o celular já se tornou extensão do nosso corpo. Como é possível tantos jovens desmemoriados por aí se eles dão conta de milhões de plataformas sociais, conversas paralelas, curtidas, risos e selfies ao mesmo tempo? Estamos enchendo cada vez mais nosso HD cérebro de dados temporários. Aprendemos e apreendemos o mundo à nossa volta de modo diferente. Quando nos apresentamos ao mercado, aquele famoso e poderoso “Sr. Mercado de Trabalho”, temos que render cada vez mais e em menos tempo.

Nossa lista de objetivos, metas e pendências parece um recipiente sem fim. Precisamos agregar a todo instante. E como fazer isso e ao mesmo tempo dar atenção para aquela dorzinha que incomoda diariamente, mas não te paralisa. Como tomar um café sem olhar a hora ou ler alguma coisa só por gosto? Tenho tanta coisa pra fazer que até mesmo as coisas que me interessam ficam cansativas no final do dia.

A saída é realmente parar, respirar fundo em algum canto com menos poluição e encontrar a brecha que te salvará da loucura do cotidiano. Já percebeu que sempre damos alguma desculpa se é para fazer algo fora do contexto da produtividade, que seja por simples satisfação ou cuidado consigo mesmo? Então, pare de dar desculpas e faça alguma coisa pela sua saúde física e emocional. Quem sabe começar por coisas pequenas, como vencer o vício de dormir pouco? O seu corpo responde na hora, a mente é que teima em ficar acesa. Quem sabe diminuir o café e passar a tomar um suquinho verde, fazer uma caminhada ou trocar o seriado de TV por uma atividade física que lhe agrade? Talvez deva prestar atenção na sua ergonomia e atentar para não ficar tanto tempo sem comer. Mas quem é o louco que come de três em três horas, não é? Bom, você deve saber o que precisa ser feito! Marque aquela consulta que está ficando pra depois (já faz mais de um ano né). Vá fazer uma limpeza no dentista (limpeza?). Ou, visite aquela tia, avó, amigos que não encontra há muito tempo. Vigie seu ritmo para não sair da linha! Lembre-se de reconectar seu corpo e mente.

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Café de vó

Um café, um cappuccino, um chá para abrir as portas do falatório. Molhar a boca para expressar os pensamentos. Basta sentar-se à mesa e lá vem as palavras querendo sair, o aroma para instigar e o paladar a sorrir.

Mas nada se compara ao CAFÉ DE VÓ. Nem ao bolo ou ao pudim que parecem ter ingredientes diferentes daqueles listados em simples receita. Na casa de vó, qualquer café com biscoito fica bom.

As lembranças se misturam à nostalgiade algum tempo… esse, aquele,  o nosso tempo. Adoçam palavras, esquentam o coração, trazem a saudade intrometida e a presença amiga do diálogo que faz falta nesse tempo de correria.

Nanda Soares – Via Blog Xícara Conteúdo Expresso – Café de vó.

Café dos nossos dias

CAFÉ & LIVROS

Com livros tão pertinho, com o ambiente convidativo e o olhar correndo frases. Um café bem quentinho, um texto longo ou curtinho, açúcar e poesia, horinhas na livraria. Tudo rimadinho!

CAFÉ BOM DIA

Sentir o cheiro do café, provar pelo aroma e depois saborear para acordar de verdade. Há quem não goste de comer pela manhã, mas não rejeita um cafezinho. Tudo bem, vamos recomendar o certo: faça sua melhor refeição ao acordar! E para acompanhar, tome um bom café! Viu!

CAFÉ & PROSA

No vai e vem da conversa a gente nem percebe a garrafa esvaziando, o bule secando e a xícara sempre à espera. Uma prosa com café é convite para estender a pausa, um momento que dá gosto e favorece o ânimo. Convidar os amigos para um café é o mesmo que chamar para trocar palavras.

CAFÉ & VISITAS

Receber a visita ou acolher a visita? Se tem cozinha, tem acolhimento, tem fogo aceso ou cafeteira ligada. O tempo da visita pode demorar o tempo do café. Há quem se demore e repita um golinho, né?

Xícara Conteúdo Expresso – Nanda Soares

A era das solidões disfarçadas

Então é isso. A virtualidade alheia se acomoda onde a real presença deveria estar.

A solidão nunca foi tão real. Mas, no silêncio de um quarto enfeitado de histórias e com o aroma do próprio perfume, boa música e palavras para escrever, essa distância parece trazer certa calmaria. Enquanto isso, por aí, estão as solidões agitadas, disfarçadas nas boates lotadas, com gente bebendo seus copos de coragem.

Ninguém quer ficar sozinho, mas está. O amigo que mora longe, o que casou e adotou uma nova versão de diversão, aquele isolamento em mundos tão restritos e tão supostamente protegidos. Será mesmo que querem o não envolvimento? Será mesmo que a moda é o descompromisso amoroso? Mas, até mesmo o amor tem novos significados. Os amores dos contos de fadas já não fazem tanto sucesso como antigamente, mas nem por isso deixamos de sonhar com príncipes e princesas. Hoje em dia, após pouco tempo de convivência, as pessoas se dão ao direito de tentar mais uma vez, mais uma história, mais um talvez. Parece que estão sempre à espera do que caiba em sonhos fartos de expectativas cinematográficas. Afinal, quem não quer viver uma comédia romântica?

Então é isso, homens e mulheres reclamando da dificuldade de se relacionar. Na verdade, fica o medo da entrega, da intimidade, do contato com a imperfeição, pois, até dado momento, a mágica do “não-problemas, não-compromisso, não-família” está vigorando. Mas é a superficialidade que facilita a distância. Vê-se apenas o bonito, o maquiado. A maquiagem dos homens e mulheres. Tudo anda tão maquiado hoje em dia que quando se deparam com a proximidade, com a cara lavada, as pessoas recuam com medo de enfrentar uma ilusão. Neste tempo e espaço acabam confundindo o real significado de ilusão.

@Nanda Soares – Xícara Conteúdo

Amor próprio faz cosquinha na alma

SE AMAR não é tão simples quanto parece. Desde cedo vamos capturando o que é ser bela, o que é ser feliz e construindo aquela casa imensa na qual muitas vezes não podemos entrar. E para o universo feminino, a estética vem de modo avassalador para criar as neuras que nos acompanham.
Amor Próprio
Ilustração de Nanda Soares para Why Menina

Parece que nunca estamos satisfeitas com o nosso corpo e acabamos nos espelhando nos modelos que vemos na TV, nas revistas,  filmes e nos contos de fadas da vida moderna. Passamos um bom tempo tentando nos adaptar, até entender que não precisamos ser cópias do que julgam mais ou menos bonito, afinal, cada olhar um julgar. Até chegar nesse ponto, uma eternidade chamada autoconhecimento.

Quando eu era mais nova era muito magra, muito magra mesmo. No Brasil, ser muito magra não é algo assim tão desejável não viu. As magrelas vão saber o significado de uma calça em cima da outra para disfarçar o esqueleto e não entrar na linha de fogo da zoação dos colegas. Do outro lado, as meninas com peitos e bundas desenvolvidas e também aquelas que queriam ser magras. Mas por que você quer ser assim? Eu querendo ganhar uns quilinhos e você fazendo dieta do abacaxi?

Como se não bastasse o corpo em crescimento, a pele reclama. As espinhas vêm infernizar nossa vida. Não entendo a necessidade dessa explosão que intimida, que irrita e muitas vezes faz com que a timidez se torne vergonha de si mesma. Vale dizer que a crueldade está realmente muito presente nessa fase. E claro, existem as pessoas que passam por essas mudanças numa boa. A minha fase foi terrível. Uma vez me perguntaram se eu estava com catapora. “Não querida”, são espinhas internas que ficam vermelhas, incham, doem e ainda tem gente como você que vem cutucar a autoestima alheia. Graças à minha mãe pude fazer um tratamento que salvou minha vida pública. Hoje as coisas parecem mais fáceis, pois entendem a acne como algo a ser tratado e que pode deixar marcas profundas não apenas na face, mas também na personalidade de alguém.

Passando por esses momentos, vamos amadurecendo nossas opiniões, as neuras vão mudando e vamos aflorando para a vida. Aprendemos a conhecer o nosso corpo e a encontrar alternativas. Você enxerga que tem qualidades almejadas e o negócio é destacar o que tem de melhor.

Mulher se martiriza tanto…é cansativo. A melhor paixão da vida é a que sentimos por nós mesmas, pois aí sim nos encontramos e enfrentamos qualquer desafio, seja a batalha da aparência ou a conquista do seu lugar no mundo, no mercado de trabalho, nas curvas de nossas escolhas.

Quando nos sentimos bem, e isso pode variar de acordo com os hormônios também (rsrs), ficamos mais seguras e embalamos pacotinhos de felicidade para distribuir por aí. Amor próprio faz cócegas (cosquinha mesmo), NA ALMA.

Quando nos sentimos amadas, tudo muda. Mas nada como amar a si mesma. Sem isso, nada adianta, nada fica bom, tudo desajeita. Eu sempre me senti vivendo cenas de cinema. Muito engraçado como algumas coisas acontecem em câmera lenta. Mas o mais importante: não dá para voltar no tempo. E quanto tempo perdemos tentando achar o que está dentro de nós?

Meninas, espero que encontrem seu amor próprio, lhe abracem e ofereçam um sorvete de alegria sem pensar nas calorias.

@Nanda Soares para Why Menina <3

Eu Conteúdo Infinito

Hoje acordei sabendo um pouco mais do que ontem, mas, a cada momento, descubro que sei muito pouco ou quase nada. Somos seres famintos de informação e buscamos sempre mais. Aquele “além” que antes diferenciava rapidamente se torna ultrapassado. Vamos adicionando tecnologias e transformando o que outrora era moderno em passado. Pois bem, que venham somar os termos em nossa caixinha do saber, mudar os modos de escrever, de vender, de comprar, de ver, de interpretar, de encontrar sentidos diversos em um universo complexo simplificado.

Fazemos a leitura dinâmica de nossa linha do tempo, aprendendo e apreendendo palavras, engolindo notícias goela abaixo, emocionados, desatentos, acomodados na cadeira, mas conectados ao mundo por meio de uma rede em constante expansão.  

O mundo de hoje se apresenta em cores vivas, fotos dos momentos perdidos, registros do que se come frio, felicidades divulgadas dentro de uma revista chamada “Eu”, que tem no nosso dia a dia o seu sustento. Não há volta, apenas desespero em caso de apagão.

Nanda Soares

 

 

Põe um pouco de cor nesse mundo

Sabe o que acontece? Mau humor contamina. Tudo que é fechado te sufoca, não provoca. A vida foi feita para ser provocada, de modo a palpitar entusiasmo. Só assim que vale a pena, que faz cócegas no cantinho da boca para sorrir. Do contrário, o peito aperta, a dúvida surge, o choro vem.

A gente tem que tentar por um pouco de cor nessa vida, ou acaba vivendo um chá sem gosto e sem cor. Será que refletimos o que pensamos? Será que as pessoas e o ambiente à nossa volta transbordam o que sentimos? Bom, tem hora que atitudes positivas diante do que parece negativo ajudam sim. Mas cuidado com o humor alheio, cuidado com as palavras, afinal, você não sabe o que se passa ali do outro lado daquele coração.

É como Vinícius de Morais disse: “é melhor ser alegre que ser triste”, mas a gente nem sempre controla isso. Ser alegre demanda muito mais, pois a tristeza chega fácil e se instala sem nem pedir licença. Então, vamos à academia da felicidade. Dói um pouco tomar algumas decisões, mas o resultado geralmente é bom.

Até a próxima! Seja feliz! Tem hora que é questão de escolha.

Nanda Soares

Dia a dia sem compasso

Todos os dias um voo rasante sobre vidas que passam
Um andar sem espaço nas ruas que me atrasam
Não há tempo, há pedido, há um pouco de otimismo
que me aquece, me convence, me cobra o sorriso.
Nessa espera, nesse ponto, nesse mundo de distantes
Há alcance, há talento e a alvorada de uma chance.
Pés corridos, trabalho bendito
Gente que vem e gente que vai
Palavras que entram, palavras que saem
Sopro de amém, sopro do bem.
Meu espaço, seu espaço
Não há física ou compasso
Nesse mundo, noutro mundo
Adotamos nervos de aço.
Nanda Soares (Na luta por um mundo melhor)

Afinal

Afinal, onde é a nossa casa? Onde está o nosso lar? Não há lugar, mas a lembrança de algo que nos identifica e acolhe, com qualquer humor, qualquer choro ou pirraça, qualquer sorriso e sem qualquer disfarce. O nosso lugar abrange nossa essência e, mesmo que muitas vezes pareça desalinhado com o hoje, é lá que nos sentimos seguros e plenos. Uma plenitude temporária e inquietante, que logo nos avisa da necessidade de sair e buscar novos horizontes que nos preencha o vazio que insiste em nos visitar.

A nossa crise existencial começa sempre ao rever o passado naquele dado presente, sedento de futuro. Mas de um futuro que nos dê brilho nos olhos e palpite o coração. Que triste pensar que tem gente que passa a vida toda sem um friozinho na barriga, sem as famosas borboletas no estômago. Não, não é sobre exaltar a instabilidade, mas sim sobre valorizar as metamorfoses da vida, que nos empurram para viver novas sensações e experiências.

By Nanda Soares