Festival Internacional De VIDEO ARTE no Museu Mineiro

CONECTIDEA APLAUDE – Projetos que inspiram:

O Museu Mineiro promoverá durante os dias 20, 21 e 22 de junho de 2016, sempre às 19h o festival Timeline –2 Internacional de Vídeo arte de Belo Horizonte.

O público poderá conferir uma retrospectiva do cineasta armênio Artavazd Pelesyan, do festival de novas tendências digitais Fonlad de Portugal, do brasileiro Felipe Barros e dois programas focados na produção latino americana recente com curadoria do realizador Carlosmagno Rodrigues.

O Festival é aberto a todos os artistas nacionais e estrangeiros que trabalhem ao nível de vídeo e vídeo arte.

Exibição: entrada franca

Classificação indicativa:  16 anos.

O Sesc Palladium também receberá o festival entre os dia 1 a 3 de julho.

PROGRAMAÇÃO

20/06 – 19h – Insurgentes latino Americanos 1 / Fonlad_Portugal

21/06- 19h – Insurgentes Latino Americanos 2 / Felipe Barros_Brasil

22/06 – 19h – Artavazd Peleshyan _Armênia

Divulgação: Museu Mineiro

American Reflexxx – O confiante e o diferente assustam

O documentário, curta-metragem, dirigido por Ali Coates em Myrtle Beach (Carolina do Sul/EUA) é um experimento social revelador e assustador. O que uma máscara de espelho pode provocar nas pessoas? Parece que ali vemos o reflexo de uma sociedade que se enfurece com o desconhecido, com o diferente; ainda mais quando esse diferente parece confiante.

Jovens, mulheres e homens, curiosos, armados com seus celulares. Câmera em punho, palavras no gatilho e a ousadia da violência gratuita. A performance de Signe Pierce, que usava roupas de stripper e uma máscara reflexiva tampando seu rosto,  não apenas chamou a atenção do público que passava por uma movimentada rua, como também trouxe à tona o que há de pior em nossa sociedade. Minutos inquietantes que mostram as pessoas curiosas acompanhando seu caminhar, querendo ver o que acontece depois. Uma câmera em movimento, a reação das pessoas sendo registradas e o clima vai ficando cada vez mais pesado. Um vestido azul muito curto, salto alto, gente tentando descobrir se ela é homem, mulher ou trans. Sua identidade de gênero é uma incógnita. As pessoas riem, a seguem, jogam coisas, a derrubam violentamente. Mulheres notavelmente como autoras das violências. Não a queriam ali, a machucaram.

É deprimente, chocante e assustador ver como o confiante e o diferente assustam. Nossa sociedade engolida pelo preconceito, pela intolerância vivida e praticada entre jovens, justo aqueles que deveriam ter um olhar mais aberto sobre o mundo. Após jogarem água e objetos, a empurram. Uma mulher a empurra com as mãos e os outros com a conivência. Ela cai e fica. Ninguém faz nada. Ela se levanta, sangue no joelho.

As pessoas se sentem afrontadas por aquilo que lhes parece contrário e canalizam toda a sua raiva para cometer atos de violência. Por estarem em grupo, sentem-se ainda mais corajosas. Ninguém se importa se está sendo filmado. Primeiro se divertem, depois atacam. Há algo de desumano tomando conta.

Marina Abramovic  realizou trabalhos pioneiros ao expor seu próprio corpo à face da verdadeira natureza humana. Suas performances buscavam trazer à tona sentimentos e comportamentos escondidos, que aparecem quando somos provocados. Em 1974, com o projeto Rhythm, ela ficou à mercê do público que poderia usar os 72 objetos disponíveis na mesa da forma como quisessem em seu corpo. Ali estavam uma arma, uma bala e um chicote. Tudo começou com curiosidade e acabou em violência, assim como no vídeo de Ali Coates.

"O que eu aprendi é que se você deixar nas mãos do público, eles podem te matar. Eu me senti realmente violada. Cortaram minhas roupas, enfiaram espinhos de rosa na minha barriga, uma pessoa apontou uma arma para minha cabeça e outra a retirou. Isso criou uma atmosfera agressiva. Depois de exatamente 6 horas, como eu tinha planejado, me levantei e comecei a caminhar em direção ao público. Todos fugiram para escapar de uma confrontação presente." Abramovic, após a performance "Rhythm 0" (1974)

As pessoas testam os limites de sua própria índole, mas são incapazes de olhar cara a cara para as suas atitudes. Ali, com Abramovic, ninguém queria ser confrontado.

O mais inquietante na vídeo-performance de Signe Pierce é seu rosto coberto. As pessoas olham e enxergam seu próprio reflexo. A violência é refletida. Em alguns momentos ela se volta e parece enfrentar o público, que corre, como se tivesse cutucando um bicho que acordou.

Onde está a liberdade de ir e vir? Somos livres para sermos o que quisermos? O que isso nos diz sobre estereótipos, sobre estigma? Para refletir!

Café & Cultura em Belo Horizonte

Nada mais gostoso do que compartilhar o espaço do cinema, do teatro, da exposição ou concerto com o bom e velho café. Pode ser o famoso cafezinho coado de sempre, o expresso gourmet, com ou sem chantili, um cortado ou um macchiato.  E não podemos esquecer do bom cappuccino, o queridinho. Tudo isso num só espaço.

Em Belo Horizonte temos locais fantásticos para vivenciar essa sintonia fina de cultura e sabor.

CAFÉ DO PALÁCIO

Instalado no Palácio das Artes, o café passou por uma reforma que o tornou mais  elegante e integrado ao espaço. Também está bem mais confortável que antes. O atendimento é bom, mas se estiver muito cheio, irá esperar um pouquinho. Ali ao lado, uma galeria e uma livraria para distrair. O café fica no piso de baixo e tem saída para o Parque Municipal.  Boas opções de lanches rápidos e claro, não poderia deixar de citar o bom cappuccino!

Café do Palácio

Endereço: Avenida Afonso Pena, 1537 – Centro | Telefone: 31 3222-5657

CAFÉS DO CCBB

café

Café com Letras – CCBB

O Café com Letras tem uma unidade dentro do Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB, localizado na Praça da Liberdade. É um café-restaurante estiloso, decorado com objetos do Museu do Cotidiano. Oferece opções diferenciadas e mais sofisticadas, seja para lanches, almoço ou jantar. Algumas vezes entrei e fui para outro lugar, pois queria algo mais simples. Oferece muitas opções, mas se quiser algo mais básico, melhor ir a outro lugar (minha humilde opinião). Dentre as bebidas destacam-se coquetéis, chopes e vinhos. Os sucos são muito bons, tem boa música e ambiente gostoso, com mesas na área interna e externa, onde acontecem intervenções culturais.

Sou Café

A cafeteria e lanchonete Sou Café traz opções diversificadas e com preços acessíveis. O ambiente é clean e agradável. Mesas dentro do café e do lado de fora ampliam a capacidade do local e o integram às intervenções artísticas. Os salgados costumam ser bons e os cafés também. Os sucos naturais/polpa deixam a desejar, mas esta não é uma avaliação contínua. *Achei um pouco aguados os sucos que já pedi, em especial o de manga, no qual faltava manga. A novidade por lá são os combos que combinam elementos do cardápio por um preço promocional. É uma boa opção!

Endereço: Praça da Liberdade, 450 – 7
Complemento: Centro Cultural Banco do Brasil | 
CCBB/BH – Telefone: 31 3431-9400

CAFÉ 104

O Café 104 fica na região central  de Belo Horizonte no Espaço CentoeQuatro. Lá você encontrará cinema, debates, ocupações artísticas, galeria e, claro, um café! Oferece pratos principais e sobremesas, tendo menu especial de pesticos aos sábados. O cardápio homenageia monumentos, prédios e avenidas que ficam na proximidade do Espaço. A bomboniere apresenta opções para cafés tradicionais e elaborados, desde o pingadinho até o Afogatto (café expresso gelado especial, com sorvete de creme, cobertura de ganache e chocolate).

café 104

Endereço: Praça Ruy Barbosa 104 – Centro – Belo Horizonte/ MG  | 31 3222.6457 |contato@centoequatro.org

Café de vó

Um café, um cappuccino, um chá para abrir as portas do falatório. Molhar a boca para expressar os pensamentos. Basta sentar-se à mesa e lá vem as palavras querendo sair, o aroma para instigar e o paladar a sorrir.

Mas nada se compara ao CAFÉ DE VÓ. Nem ao bolo ou ao pudim que parecem ter ingredientes diferentes daqueles listados em simples receita. Na casa de vó, qualquer café com biscoito fica bom.

As lembranças se misturam à nostalgiade algum tempo… esse, aquele,  o nosso tempo. Adoçam palavras, esquentam o coração, trazem a saudade intrometida e a presença amiga do diálogo que faz falta nesse tempo de correria.

Nanda Soares – Via Blog Xícara Conteúdo Expresso – Café de vó.

CineMulher #2 – Por um novo conto de fadas

Por um cinema que empodera!

Nos novos filmes da Disney temos visto uma grande evolução. Dramas familiares mais reais estão sendo contados sob uma perspectiva encantada. Frozen e Valente mostram mulheres e meninas que se diferenciam do mundo da lua que as princesas viviam anteriormente; elas se libertam. Mostram o amor de uma forma diferente. O melhor é trazer as mulheres como irmãs, amigas, e não inimigas mortais.

Continue lendo: CineMulher #2 – Por um novo conto de fadas.

A enigmática subjetividade da arte

Há algum tempo conheci o trabalho de Audrey Kawasaki e quero dividir meu encantamento. Entre o inocente e o erótico, o frágil e o forte, essa artista compõe figuras em estilo gráfico combinando-as com o grão de madeira, trazendo a melancolia e vivacidade do mangá em sintonia com a Art Nouveau¹, que foi um dos estilos estéticos que abriu caminho para o design moderno. Questões de gênero, personalidades, desencontros emocionais, posicionamentos diante do mundo descritos em ilustrações marcantes.

Dentre os trabalhos dela, cito aqueles que considero mais significativos: “wrapped”, “Yuria”, “Karamari”, “tear me”, “dreamer”, Shyoujyo, “Lydia”. Dentre os mais lindos e meigos desenhos elejo “Annabelle”.

A enigmática subjetividade da arteAnnabelle - By Kawasaki

Annabelle – By Kawasaki

Ao conhecer a arte de Kawasaki, percebe-se a mulher, os olhares e a expressão feminina assumindo o centro das atenções. Também há o sexualismo feminino-feminino, retratos narcísicos e, por vezes, um toque sombrio na presença de esqueletos. Os animais também estão muito presentes no seu trabalho.

Para quem quiser conferir algumas obras, acesse o site Audrey Kawasaki!

1- Art nouveau ([aR.nu’vo], do francês arte nova), chamado Arte Nova em Portugal, foi um estilo estético essencialmente de design e arquitetura que também influenciou o mundo das artes plásticas.