SOMOS MULHERES LIVRES PARA SER RP

Ser livre para estudar, opinar e escolher a própria profissão.

Ter direito a esta escolha não foi fácil e faz parte da luta das mulheres pela sua emancipação na sociedade, acesso e reconhecimento no mercado de trabalho.

Apenas há 137 anos, as mulheres tiveram autorização do governo brasileiro para estudar em instituições de ensino superior. Muitas eram criticadas e, ainda hoje, questionadas quando escolhem profissões consideradas predominantemente masculinas.

As comemorações do dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, geralmente ocultam as reinvindicações de mulheres que lutaram por melhores condições de trabalho e pelo direito ao voto. É por causa da caminhada corajosa delas que temos liberdade para nos formar e atuar como Relações Públicas. Hoje, somos maioria em nosso mercado, mas apesar de exercermos cargos gerenciais na comunicação corporativa, ainda não estamos em pé de igualdade quando se trata de cargos de direção (Aberje).

Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), 70 anos é a média de tempo calculada para que haja paridade salarial entre mulheres e homens. Entre 1995 e 2015, em nível global, a diferença diminuiu apenas 0,6%.

Como alternativa de resposta a este tema, o 5º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ONU), que visa “alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”, propõe uma série de ações a serem trabalhadas, dentre elas: “garantir a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública”. Neste ponto, as empresas privadas e órgãos públicos têm papel fundamental na construção da igualdade de gênero e desconstrução do machismo, tendo a chance de incorporar valores e princípios que expressem essa ideia na sua cultura organizacional.

Consciência e solidariedade

Nossa história é cercada pela resistência e enfrentamento ao machismo. Para exercer nossa cidadania, vivenciamos anos e anos de submissão a um sistema patriarcal que ainda nos atropela com retrocessos. No Brasil, somente em 1932 (12 anos após o Sufrágio Feminino nos EUA) foi promulgado o Código Eleitoral que nos garantiu direito ao voto. Há 54 anos (em um passado não muito distante), as mulheres precisavam pedir autorização ao seu marido ou pai para trabalhar; não tinham direito à propriedade ou mesmo de guarda sobre seus filhos. Isso só começou a mudar oficialmente com a LEI No 4.121, DE 27 DE AGOSTO DE 1962. A autonomia veio como oportunidade de crescimento intelectual feminino e como libertação, apesar da jornada cumulativa que ainda está em processo de discussão e transição diante de novos papéis assumidos por homens e mulheres no mundo. Sonhamos com uma sociedade que preze pela parceria. 

Os meios de comunicação, especialmente após o advento das redes sociais, também dão voz a inúmeras manifestações que denunciam discriminações, abusos, injustiças, revelam e pedem o fim da violência contra as mulheres. Atualmente, presenciamos e participamos de ações de sensibilização que nos ajudam a assegurar a permanência de nossos direitos, construir e desconstruir estereótipos que nos expõem à violência. A problemática feminina é uma questão social, e por isso, como proferiu Alexandra Kollontai, o Dia da Mulher deveria ser dia de consciência política e de solidariedade internacional.

Nanda Soares 
Relações Públicas CONRERP 3/2296 
Consultora de Comunicação e Articulação Social na Conectidea
Conselheira do Conselho Regional de Relações Públicas - 3ª Região

Na Trilha de Maria – Quadrinhos de sensibilização sobre o tráfico de pessoas para fins de servidão doméstica

A Rede Um Grito pela Vida lança a revista “Na Trilha de Maria”, primeira edição da série de quadrinhosARMADILHAS INVISÍVEIS, que tem o objetivo de denunciar e sensibilizar sobre a vulnerabilidade social envolvida nas situações de tráfico de pessoas.
“Na Trilha de Maria” conta a história de uma menina de 12 anos que vive com a família em uma pequena cidade do interior. A pobreza e a falta de perspectivas fazem sua mãe apelar para outros meios de proporcionar-lhe uma vida melhor. Mas, ela não sabia que a exploração poderia vir disfarçada de oportunidade amiga.
Ao ver a situação precária de Maria, sua mãe agarra o primeiro fio de esperança. Grávida, com mais seis filhos para cuidar e pouca comida para dividir, ela encaminha Maria para a cidade grande, crendo que lá ela teria a chance de crescer com estrutura para se alimentar bem e estudar. A melhor refeição de Maria acontecia no horário de merenda da escola. Além disso, sua mãe temia pelo clima pouco amistoso em casa, diante do problema de alcoolismo do marido.
Este material aborda o Trabalho doméstico infantil. Como muitas outras meninas, Maria acaba tendo sua força de trabalho explorada e fica vulnerável à exploração sexual. A SERVIDÃO DOMÉSTICA faz com que ela trabalhe exaustivamente enquanto seus direitos não são respeitados.
A conectidea – Comunicação e Articulação Social realizou o trabalho de Gestão de conteúdo, roteiro e direção criativa do material.
Ajude a compartilhar essa história para alertar a sociedade sobre a importância da denúncia. Vamos contribuir e tornar visível as armadilhas deste crime considerado invisível. DENUNCIE – DISQUE 100!

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Projeto: Caminhos de Liberdade

Coordenação: Rede Um Grito pela Vida | CRB Nacional
SDS Bloco H – nº 26 – Sala 507 – Edifício Venâncio II | 70393-000
Brasília/DF – Brasil | (061) 32265540 | www.crbnacional.org.br

Roteiro/Direção Criativa: Nanda Soares
Conectidea – Comunicação e Articulação Social

Ilustração/Diagramação: Hilton Rocha e Ana Cardoso