Põe um pouco de cor nesse mundo

Sabe o que acontece? Mau humor contamina. Tudo que é fechado te sufoca, não provoca. A vida foi feita para ser provocada, de modo a palpitar entusiasmo. Só assim que vale a pena, que faz cócegas no cantinho da boca para sorrir. Do contrário, o peito aperta, a dúvida surge, o choro vem.

A gente tem que tentar por um pouco de cor nessa vida, ou acaba vivendo um chá sem gosto e sem cor. Será que refletimos o que pensamos? Será que as pessoas e o ambiente à nossa volta transbordam o que sentimos? Bom, tem hora que atitudes positivas diante do que parece negativo ajudam sim. Mas cuidado com o humor alheio, cuidado com as palavras, afinal, você não sabe o que se passa ali do outro lado daquele coração.

É como Vinícius de Morais disse: “é melhor ser alegre que ser triste”, mas a gente nem sempre controla isso. Ser alegre demanda muito mais, pois a tristeza chega fácil e se instala sem nem pedir licença. Então, vamos à academia da felicidade. Dói um pouco tomar algumas decisões, mas o resultado geralmente é bom.

Até a próxima! Seja feliz! Tem hora que é questão de escolha.

Nanda Soares

O ser e o relacionar-se na era das redes sociais

As relações sociais ganham novos formatos e, ao mesmo tempo em que se tem toda a atenção voltada para a presença on-line, também se criam distanciamentos. As redes sociais revelam valores e comportamentos das pessoas, apresentando reforço negativo ou positivo que
contribuem para a manutenção ou mudança de atitudes e posicionamentos.

Por fim, ainda estamos no caminho, mas já encontramos indícios de uma era que está se configurando com muitas adaptações: a era virtual. As máquinas nos acompanham e nós acompanhamos as máquinas. O mundo on-line permite que sejamos múltiplos, e nessa
multiplicidade encontram-se inseridas a nossa cultura, nossa moral e costumes. O virtual, ao mesmo tempo em que abre caminhos para que as pessoas possam se expressar e ganhar voz na sociedade, também cria escudos que legitimam a distância e prejudicam a comunicação face a face.

As opções para se transformar e assumir novas personalidades geram um certo desconforto quando se pensa que essa não é a melhor saída para resolver problemas de relacionamento e, por outro lado, proporciona alívio àqueles que de fato não conseguem se integrar e interagir no mundo real. Portanto, vivemos em um mundo cheio de contradições, no qual as redes sociais assumem papel importante na manutenção de laços, na comunicação e interação.

As redes sociais, vistas como buracos de fechadura, revelam mais do que muitos poderiam prever ou mesmo imaginar. Ali, tanto o inconsciente quanto o consciente se manifestam. Nesse contexto, deve-se tomar cuidado para que, na mistura entre virtual e real, não deixemos de viver a coletividade, o contato com o próximo, a troca genuína de experiências e, principalmente, que possamos evitar a descaracterização de nós mesmos.

* Considerações finais do meu artigo intitulado O BURACO DA FECHADURA DAS REDES SOCIAIS – VIDA REAL VERSUS VIDA VIRTUAL, 2012. Trabalho realizado sob orientação de Rodrigo Capella – MBA.

Até a próxima!

Nanda soares

Perseverança, criatividade, profissionalismo e tradição

Gostaria de agradecer a  receptividade e colaboração do Sr. Danilo Savassi e e Desireé Savassi, entrevistados para essa matéria.

http://www.amipao.com.br/revista/revista_agosto_2012.pdf

Matéria publicada na editoria livre da Revista Amipão 103 – Redatora Freelancer – Nanda Soares

8 de julho – Dia dos Panificadores. Aproveitamos para fazer uma homenagem e trazemos a história da Padaria Savassi

Que maravilha começar o dia com aquele cheiro de pão fresquinho, saborear um alimento tão cheio de histórias e feito a mão. Dia 8 de julho é o dia do panificador. Dedicamos toda a nossa admiração a estes profissionais que trabalham incansavelmente há décadas para trazer à tona este produto que tanto nos apetece.

Essa antiga atividade é muito mais representativa do que se possa imaginar. A história do pão e do padeiro está presente na trajetória da humanidade. Há milhares de anos a.C, o pão já era produzido, mas com o fruto do carvalho triturado. As farinhas e demais ingredientes vieram depois, para agregar sabor e qualidade. Os egípcios são considerados os primeiros povos a utilizar fornos para assar pães. Hoje, a atividade se desenvolveu pelo mundo e o pão ganhou cada vez mais espaço e valor na nossa mesa. Segundo o sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre, o Brasil conheceu o pão apenas no século XIX, e antes disso consumia-se o beiju. Foram os imigrantes italianos que expandiram a atividade panificadora pelo país, proliferando padarias com delícias típicas. A padaria Savassi é exemplo disso, já que faz parte desse evento. A Família Savassi veio da Itália para o Brasil em 1890, instalando-se em Barbacena e depois em Belo Horizonte.

Falando sobre as qualidades e importância de um bom panificador, Desirée Savassi, também sócio-proprietária da padaria que leva seu sobrenome, ressalta: “É preciso ter visão, estar sempre ligado às inovações, receitas, maquinários, tecnologias e tendências”. Ela faz parte da nova geração que perpetua o negócio, que é atualmente administrado pelos Savassi Márcia, Alessandra e Fernando.

O sócio-proprietário Danilo Savassi, no auge dos seus 89 anos de idade, relembra com orgulho alguns fatos marcantes da história desse empreendimento que se mistura à sua vida e de seus familiares. Ele conta que em 1916, Arthur Savassi, seu tio-avô refugiado da Primeira Guerra Mundial, montou a Padaria Nova Capital, uma das primeiras com entrega de pães na cidade. Seu pai, Hugo Savassi e o seu tio Juca (José Guilherme Savassi), trabalhavam no estabelecimento. Eles ganharam experiência e gosto pela cultura do pão, inaugurando, em meados de 1940, uma padaria na Praça Diogo de Vasconcelos, antiga Praça 13 de Maio.

Danilo nos fala de alguns detalhes interessantes e revela que o nome do empreendimento levaria o nome da praça, mas seu pai foi convencido a usar o sobrenome para se diferenciar. Eis que nasce a Padaria & Confeitaria Savassi. Segundo ele, começaram com 12 sacos de farinha por dia só no balcão; e cada saco dava 1.200 pães. Eram muitos pães por dia. O sorvete de leite do Raimundo também ficou famoso por lá e atraia a clientela.

Em 19 de agosto de 1942, a padaria foi arrasada num dos ataques a estabelecimentos de imigrantes durante a Segunda Guerra Mundial. Danilo diz: “um dos momentos marcantes da minha vida, depois de ter conhecido a minha mulher, foi a reabertura da Padaria 10 meses após terem saqueado, quebrado e queimado nosso negócio. Nós renascemos”.

“A padaria foi um sucesso. Instituímos um pequeno supermercado. Era diferente. Meu pai fazia o pão junto com o Juca e eles tinham um segredo que o tornava crocante, parecendo um biscoito. Assim nasceu a nossa Savassi e, com a Savassi, uma grande turma. Eu e alguns acadêmicos, de 30 a 40 rapazes, ficávamos ali na praça até meia noite e tantas. O local começou a pegar o nome de Praça da Savassi e acabou virando referência. Com o desenvolvimento da região, as casas residenciais foram se tornando comerciais e não havia mais onde estacionar e nem famílias para quem vender. Surgiram vários prédios comerciais. De 12 sacos de farinha, diminuímos para dois. Tínhamos outras entregas para os hotéis, mas precisávamos dar um jeito”, comenta Danilo.

A Padaria Savassi permaneceu na Praça até 1975, época em que se mudou para a Rua Rio Grande do Norte.

Para prosperar num determinado segmento, assim como na vida, é preciso ter perseverança, criatividade, profissionalismo e valorizar as raízes. Desireé Savassi incorpora esses princípios e diz: “A nossa essência é traduzida pela tradição de família. O nome da Padaria, que é o nosso sobrenome, deu título a uma das mais nobres regiões de Belo Horizonte e, as experiências de nosso pai (Fernando Savassi), avô (José Guilherme Savassi) e primo (Danilo Achiles Savassi) nos ensinaram a aproveitar as oportunidades. O nosso diferencial é atender a um nicho de mercado outrora pouco explorado e que não recebia a atenção devida. Hoje criamos produtos novos e diferenciados, visando atender empresas, hotéis, lanchonetes, restaurantes etc. Fornecemos coffee break e também atuamos em eventos”.

Agora em uma nova fase, a padaria está se reconfigurando. Será montada uma central de produção que deve ser inaugurada ainda no segundo semestre de 2012. Os produtos também poderão ser adquiridos na Rua Aimorés, n º 2017, no famoso Bairro de Lourdes.

A Padaria Savassi deixa sua mensagem:

“O nosso cliente e os nossos funcionários são os nossos maiores tesouros. Em tantos anos de mercado, só temos a agradecer, pois, são com vocês que aprendemos a nos transformar, a superar os constantes desafios e viver uma vida de grandeza – em casa, no trabalho e na comunidade. Aos panificadores, damos a nossa dica: determine uma meta e planeje, planeje e planeje! Não acredite que tendo tradição, seu mercado estará garantido. Inove, atualize-se, seja forte em sua caminhada pelo tempo. A vida é um ato constante de lutar. Orgulhe-se do seu passado quando você contempla, no presente, os frutos do seu trabalho. O que conquistou é seu, é fruto do seu querer e do seu esforço.”

http://www.amipao.com.br/revista/revista_agosto_2012.pdf

Matéria publicada na editoria livre da Revista Amipão 103 – Redatora Freelancer – Nanda Soares

A voz do cliente é o termômetro do negócio

COMUNICAÇÃO ESTÁ EM TUDO! 

Saiba como ouvir o seu cliente e tenha o feedback necessário para o sucesso do seu empreendimento

Quem nunca ouviu dizer que o cliente tem sempre razão? Essa antiga expressão gera controvérsias, mas, se concretizada da maneira certa, pode ser a chave do sucesso. Afinal, quem compra o seu produto ou serviço pode fornecer informações valiosas para a manutenção e o crescimento do seu negócio.

Antes de tudo, é preciso entender que saber ouvir é uma atitude que beneficia não somente na criação de estratégias de marketing e vendas, mas é algo primordial para gerar bons relacionamentos e conquistar a confiança do consumidor. Valorizar a voz do cliente significa estar atento a diversos fatores que influenciam diretamente na imagem e no desenvolvimento do empreendimento.

Os clientes são grandes disseminadores de opinião. E atualmente, além das informações boca a boca, a internet é uma grande aliada no momento de divulgar o que se pensa sobre determinado produto, atendimento, decoração, limpeza, preço, qualidade e organização. Com isso, faz-se necessário que a captação de feedback (retorno sobre o que os clientes pensam) seja constante e real. Não se pode fazer uma pesquisa e considerar apenas os bons resultados: é preciso olhar os dados e deles extrair o que tem dado certo ou errado, o que precisa ser mantido ou modificado. E as mudanças não ocorrem apenas para melhorar ou suprir algo, podem vir para surpreender e instigar novas experiências e sensações. Quem sabe até mesmo conquistar e fidelizar aqueles potenciais clientes que só passam de vez em quando, por exemplo.

Um confeito diferente, promoções especiais, novidades da casa, um atendimento diferenciado, o serviço exclusivo ou simplesmente a textura do pãozinho que só se encontra ali podem ser motivos para ter o retorno daquela pessoa mais exigente. Mas, se aquele serviço, que antes atraiu a freguesia, perder a qualidade, abre-se brecha para um afastamento e migração para outro estabelecimento, outra marca, outro atendimento. Lembre-se de que um cliente encantado e satisfeito é uma excelente fonte e meio de propaganda. Ele é o termômetro do seu negócio. E, para cuidar da saúde do seu negócio, é preciso entrar em atividade e buscar vias para desenvolver-se.

Comunicação, vínculo e monitoramento

Flávio Tófani, consultor de Marketing e coordenador do curso de Pós-Graduação em Gestão de Marcas e Identidade Corporativa da PUC Minas, comenta sobre a importância de criar vínculos de confiança e dar voz ativa ao seu público. “Acredito que qualquer tipo de organização tem que entender o seu mercado profundamente e isso significa no mínimo três coisas: entender e conhecer sua cultura (identidade, fortalezas e fraquezas); entender seu negócio (mercado e segmento de atuação); entender o seu cliente (quem são, o que pensam, como agem e como melhor adaptar a sua oferta à demanda).”

Mas como entender as tendências e o comportamento das pessoas?  Flávio Tófani dá a dica e ressalta: “isso se faz no dia a dia, ouvindo os funcionários, percebendo as dicas que o seu público dá, atentando para o que os concorrentes têm feito e se tornando próximo dos seus clientes”.

A panificadora Trigo Nobre, presente no bairro Floresta desde 1984, começou a perceber a importância de ações voltadas para o cliente e investiu em treinamentos para manter a equipe alinhada desde a produção até o atendimento. Para a panificadora, é importante confeccionar produtos que sejam capazes de gerar orgulho e satisfazer as necessidades do seu público com eficácia e eficiência. Marília Medeiros, sócio-proprietária do local, fala sobre a percepção dos desejos da clientela e a respeito da contínua reformulação do layout da padaria, que busca sempre valorizar os detalhes.

“Nós sempre procuramos fazer o que há de melhor para o cliente, cuidando para que ele se sinta em casa. Estamos sempre inovando e fazendo promoções diárias, atualizando o espaço e deixando o ambiente aprazível para o nosso público. E também pensamos no custo/benefício para que o cliente não saia perdendo. Como exemplo disso, para atender às necessidades de famílias menores e pessoas que moram sozinhas, passamos a produzir monoporções e embalagens reduzidas”, diz Marília.

Ela ainda nos conta como fazem para ouvir a voz do seu público e sobre as ações realizadas visando a máxima satisfação. “Estamos aqui 17 horas por dia e treinamos nossos colaboradores, que são nossos olhos e ouvidos, para atender da melhor maneira possível”. Marília revela que já tiveram caixa de sugestões como ferramenta para ouvir o cliente, mas desativaram-na devido ao espaço que ocupava e por outro simples e importante motivo: perceberam que, para o seu empreendimento, as melhores ferramentas para sondar e reconhecer as necessidades dos seus clientes eram nos olhos e ouvidos de quem lida diariamente e continuamente com o público. Daí o investimento em treinamentos e qualificações como fator essencial. Uma simples conversa e um pouco de atenção podem revelar o grau de satisfação e até mesmo novas demandas.

Segundo ela, a equipe faz cursos para aperfeiçoar técnicas e posturas. “São cursos de gerenciamento e treinamento de atendentes. Nós, proprietários e administradores, também estamos sempre frequentando palestras e viajamos muito em busca de novas ideias. Damos valor à equipe e ela se torna nossa maior aliada”, completa Marília.

Cada cliente é diferente

É preciso adequar o mix de produtos à realidade de cada público. O grande desafio para alcançar bons resultados é a legitimação dos benefícios das ações pelo próprio consumidor. Veja abaixo alguns meios e ferramentas para medir o grau de satisfação do seu público.

Caixa de sugestões

Ferramenta utilizada para colher críticas, ideias e sugestões, cuja principal finalidade é a melhoria dos serviços prestados. A partir daí pode-se conhecer pontos que não estejam satisfazendo a clientela ou até mesmo aquelas coisas que precisam de meros retoques. Avalie se é interessante ativar a caixa de sugestões no seu estabelecimento. Escolha o tamanho e local apropriado, divulgue e incentive a participação do público. É importante dar retorno aos clientes para concretizar a efetividade da ferramenta.

Cliente Oculto

Também chamado de cliente misterioso, o cliente oculto é uma ferramenta utilizada para fazer pesquisa de mercado e medir a qualidade do atendimento, levantando informações relevantes para a empresa contratante. Os clientes ocultos são imparciais e se apresentam como avaliadores que se passam por clientes comuns para comprar um produto. Fazem perguntas e observam o comportamento quando fazem alguma reclamação, etc. Ao final, a empresa tem um relatório sobre a experiência desse avaliador. Existem empresas especializadas que oferecem este tipo de serviço.

Entre na rede! A internet oferece recursos que estão ao seu alcance.

Site

Os custos de páginas na internet são variáveis, oferecendo desde versões acessíveis e gratuitas, até as mais elaboradas e pagas. É interessante buscar ajuda de profissionais da área para formatar o layout, estabelecer uma boa arquitetura de informações, redigir e adequar o conteúdo de modo claro e objetivo. Sua página na internet pode conter um espaço para sugestões online e apresentar informações de contato. Vale lembrar que quando se divulga um número de telefone e endereço de e-mail, é preciso ficar atento para monitorar e dar retorno aos clientes. Para obter bons resultados, é preciso utilizar os meios e ferramentas da maneira correta. Não basta ter ou dizer que tem, use os recursos a favor do seu negócio. Ouça, repare nos detalhes e dê retorno!

Interaja nas redes sociais

As redes sociais são canais de comunicação gratuitos que permitem maior interatividade com os usuários. Através delas é possível estabelecer relacionamento com os clientes, fazer promoções, publicar enquetes, divulgar produtos e serviços. É um meio excelente para estreitar laços, ter feedback direto do seu público e conhecer melhor o perfil dos seus consumidores. Dentre as mais conhecidas estão o Facebook, o Twitter, Orkut, Google + e YouTube.

Mas não basta apenas criar uma conta nas redes sociais, é preciso cuidado para monitorar as publicações, ser condizente com o que se diz, ouvir o que o cliente tem a dizer e ter pessoas capacitadas para responder dúvidas e reclamações. Afinal, o que é postado (inserido na página) poderá estar à disposição dos visitantes e demais usuários. Ou seja, sua marca estará em evidência. Saiba como se comportar e saia ganhando!

Pesquisa de opinião

Por meio de uma equipe antenada e preparada é possível realizar ações cotidianas que podem lhe orientar quanto aos desejos e necessidades de novos produtos, mudanças, reparos e investimentos.  A pesquisa de opinião possibilita estimar demandas. No momento em que o cliente vai ao caixa para pagar, simples perguntas podem trazer informações relevantes. Instrua seus funcionários para indagarem informalmente ao cliente sobre o que ele gostaria de ver no seu empreendimento, o que mais gosta, ou que não encontrou etc. Faça um relatório diário com essas anotações e use-as para otimizar e surpreender seu público. Por exemplo, se uma grande parte dos clientes pediu um novo produto e agora você o oferece, apresente a novidade e agradeça pela sugestão!

_____________________

http://www.amipao.com.br/revista/revista_agosto_2012.pdf

Matéria publicada na editoria Marketing da Revista Amipão 103

Redação – Nanda Soares

 Linha do tempo – O labirinto da vida

Por Nanda Soares

Quando somos crianças queremos ser grandes, fazer coisas de adulto. Aí, vamos crescendo e chegamos à fase da adolescência, tempo em que somos acometidos por um turbilhão de sentimentos. Nesta época não somos mais crianças, mas também não somos adultos. Vamos amadurecendo aos poucos, passando por provações, afirmando posicionamentos que poderão ser reafirmados no futuro, ou não.
Na sociedade em que vivemos atualmente, convivemos constantemente com o fator visual, que tem ganhado altos graus de importância em diversas esferas de nossa realidade. Na esfera da aparência física humana, vamos acompanhando casos de doenças ligadas ao desejo pela adaptação aos padrões de beleza estabelecidos. Alimenta-se um pouquinho só dali, estica e puxa de lá, copia o nariz da celebridade, etc. Mas, em que momento este fator se sobrepôs à essência contida em cada pessoa? Quando foi que este discurso em prol da beleza estereotipada gerou o medo de se tornar parte da chamada terceira idade? Não podemos dizer que cuidar-se para sentir-se mais feliz e mais saudável seja ruim. Ao contrário, pois é assim que nós seres humanos conseguimos maior expectativa e qualidade de vida. O problema vem quando essa busca inicia processos de discriminação e o não enfrentamento da realidade.
Envelhecer não significa tornar-se inativo. Lembremos a terceira idade super ativa de hoje. Envelhecer é um processo natural da vida. Com o tempo nosso corpo vai sentindo a diferença, nossas experiências vão se acumulando e nos modificando, e a maturidade chega. Envelhecer não significa tornar-se inútil ou deixar de viver as coisas boas da vida. Necessitamos de cuidados em todas as fases da vida, cada uma com sua especificidade.
Mas, devemos ressaltar que em alguns casos a velhice gera discriminação. Muitas vezes idosos (as) sofrem críticas que dizem respeito à sua fragilidade. O andar vagaroso, a dificuldade para subir degraus e até mesmo os lugares reservados nos transportes coletivos geram reações adversas. A discriminação quanto à idade para permanecer no trabalho ou conseguir emprego também é real. Algumas pessoas dizem que, às vezes, fica a impressão de que o envelhecer reduz o nosso valor enquanto pessoa, afinal, a produtividade exigida não contempla as proezas e limitações de uma pessoa idosa, já que hoje temos de fazer muita coisa em pouco tempo. As coisas não são mais para hoje ou amanhã, mas sim para ontem. E nem temos máquina do tempo! De qualquer modo, todas as pessoas, de todas as idades merecem uma convivência respeitosa.
Quanta coisa não perdemos pelo caminho por simplesmente desvalorizar o papel dos mais velhos na sociedade? A sobrevivência de muitas culturas depende da oralidade (transmissão de conhecimento através da fala) dos membros mais antigos. A cultura Guarani é exemplo disso. “Os povos originários construíram a história através da memória. Através da oralidade dos “mais velhos”, por meio de relatos sobre o passado da etnia, é que revela-se e cria-se um vínculo entre os jovens e sua história. Fato significativamente importante para a expansão idiomática e a preservação cultural. O relacionamento dos “mais velhos” com os mais jovens propõe um círculo de amizade e respeito mútuo (…). A partir dos 40 anos o membro da comunidade “Yynn Morati Wherá” é considerado “idoso”. Isso não tem nada a ver com a idade cronológica, como na sociedade nacional, mas pelo conhecimento acumulado da comunidade em que vive. Os “mais velhos” da comunidade contam com um valor especial por serem os fios condutores da cultura, da língua, dos costumes, dos rituais” [1].
É natural temermos as dores, as limitações, as modificações de nosso corpo, mas nossa presença material no mundo é muito menor que as nossas ações, nossos laços afetivos, nossas conquistas, nossos sentimentos, nossa essência. Se perdemos por um lado, ganhamos muito por outro. Colecionamos experiências, conhecimentos e sentimentos.O que precisamos fazer é cuidar para envelhecer bem, com saúde em todos os sentidos. E lutar pela dignidade e respeito aos idosos (as) hoje, a começar por nós mesmos. Pois se chegarmos aos 60, 70, 80, 90 e, quem sabe 100 ou mais, vamos vivenciar e colher o que plantarmos no presente.
Já pensou se o ciclo da vida fosse de trás para frente, como disse uma vez Charles Chaplin, que formulou a idéia de viver primeiro num asilo, trabalhar até os 40 e ficar novo para aproveitar a aposentadoria. Depois ir para festas e se preparar para a faculdade. Em seguida vai para o colégio, namora, vira criança, se torna bebê, volta para o útero da mãe e passa seus últimos nove meses de vida flutuando?
Só saberíamos se vivêssemos isso. Mas, enquanto este ciclo ao contrário não se torna real, precisamos viver da melhor maneira possível, aprendendo a reconhecer e admirar a vida como ela é: um labirinto imprevisível numa linha de tempo previsível, com uma conta que sempre será distinta para cada pessoa.


Referência:
Artigo de Nanda Soares – arte.nanda@gmail.com – Publicado no Jornal Grito Mulher – da Pastoral da Mulher – BH/MG Ano XVIII – Edição nº. 108 – Agosto de 2009 


[1] – DOS SANTOS, Scheila e TORRES-MORALES, Ofelia Elisa. Idosos indígenas e comunicação: olhares e aproximações. P. 2.
Disponível em: http://www.projetoradix.com.br/arq_artigo/X_07.pdf

As redes sociais nos pegaram ou nós nos agarramos a elas?

A velocidade e função terapêutica da rede

Por Nanda Soares

As redes sociais nos pegaram ou nós nos agarramos a elas? Nessa onda de relacionamentos virtuais, sentimentos ainda são muito reais.

Às vezes realmente parece que coisificamos. São tantos recursos e inovações que se apresentam para nós que, em dado momento, sentimos que precisamos de um novo HD-cérebro ou mais memória RAM. Somos especialistas e, de fato, sabemos um pouquinho de cada coisa. E onde está a concentração para decodificar, assimilar e interagir com tudo isso? Onde é que se compra foco?

Você se concentra, aprende uma nova tecnologia, é capaz de reproduzir  as ações, mas, eis que chega a inovação da inovação. A novidade fica ultrapassada. É a moda das novas tecnologias. Era Digital, virtual, da informação, da tecnologia e mais algumas eras para se enquadrar.  E sobre se atualizar? Minha nossa, por onde começar? Aí está o problema.  Em um mercado que te pede para ser multifuncional, há de se encontrar o tal foco.

Outra coisa que nos segue (não estou falando de Twitter) é o vocabulário criado nas redes. A gente incorpora e usa por diversas vezes sem perceber. Porém, é preciso que se entenda que muita gente não conhece os termos utilizados na internet, fazendo-se necessário adaptarmos nossa linguagem para a vida social também.

Para conversar pela internet é preciso pensar rápido e enviar a mensagem ligeiramente. Com isso, por um lado abreviamos nossa forma de expressão e, por outro, criamos uma estratégia para dizer o que se quer em poucas palavras. Ainda assim, usamos os links como apoio e fica difícil ter tempo para dizer tudo que se deseja. Mais informação e menos densidade. Aí entramos num outro tema, a superficialidade das relações.

De qualquer modo, internet também já virou terapia. Com tantas coisas disponibilizadas na rede, tais como jogos, livros, receitas, fotos, vídeos etc, pode-se sim passar horas em frente ao computador sem perceber, distraídos, rindo ou chorando sozinhos, aprendendo, conferindo as novidades resumidas, vendo o que não foi possível ver e vivendo virtualmente o que o cotidiano não te deixou viver. O que não deixa de ser um risco também. Ater-se à tela e acabar gostando mais do mundo virtual que do real. Isso já acontece e não é história recente. Hoje vamos falar das redes sociais enquanto terapeutas. Citemos o facebook como exemplo.

Fulano escreveu que está cansado e deprimido. Logo depois descobre que não é o único, pois ciclana e outros mais respondem falando de si mesmos também, concordando com o pensamento, dando a mão virtual do “eu te entendo”. De vez em quando vêm as frases e comentários de motivação ou gozação. Observa-se imagens e frases em tom de zombaria, que muitas vezes não são entendidas como forma indireta de agressão, sendo compartilhadas e curtidas pela “galera”.  Através das redes vemos pessoas expressando não somente suas idéias, mas também valores, preconceitos e sentimentos, muitas vezes dos mais íntimos. É um caderno à mostra, um diário onde mágoas e raivas são despejadas. Também se veem manifestações de felicidade e de carinho. Um novo mundo que nos permite tornar público o nascimento do filho, a festa que se foi, o doce que comeu, a viagem que fez, o amor que conheceu, o amigo encontrado ou a realização de um projeto. Somos todos e todas como namoradeiras à beira de janelas na internet. Quer-se saber da vida do outro, como na vida aqui fora. Comparamo-nos, felicitamo-nos, criticamo-nos. Quer-se falar de si para os outros. Divulgar e compartilhar o que há de bom ou de ruim, na espera de uma resposta. Forma-se então a interatividade terapêutica da rede.

Revelar fragmentos da vida e do pensar, seja entre os amigos, amigos de amigos ou para qualquer pessoa, é um modo de dialogar com o outro e consigo mesmo. Encurtam-se distâncias de certa maneira e, simultaneamente, mantêm-se a zona de conforto. Comunica-se e ponto, sem muito cuidado. Quando surgem as imagens e frases de impacto para serem compartilhadas, é possível perceber a interação passiva também. Compartilho a ideia, mas não tenho tempo para pensar como escrever para dizer o motivo de minha concordância. Ainda assim, é válido, pois coloca-se de lado o “eu” em prol de uma causa. Apesar de que, tem muita gente compartilhando e apenas dizendo que curtiu coisas sem ler, sem nem saber direito do que se trata, sem pensar a mensagem. Afinal, são tantas mensagens de uma só vez que fica difícil. Espreme-se o conteúdo e dá-se um jeito de dizer que esteve ali. E mais, as frases com ou sem aspas de diversos autores são usadas para dizer seu humor do dia, revelam parte da sua personalidade, seus gostos, reverenciam suas escolhas e posicionamentos. Não é à toa que empresas pedem para ver os perfis dos futuros profissionais. Já parou para pensar que o seu perfil no facebook daria uma boa análise psicológica?

Então, as redes sociais nos pegaram ou nós nos agarramos a elas? A tecnologia nos mostrou um novo caminho. Neste caminho precisamos de um saber diversificado e também entrar em contato com nós mesmos. Precisamos entender o isolamento que aproxima. Nos transformamos em vozes, imagens e palavras. Já fomos transformados em números e agora somos perfis. E às vezes múltiplos. Somos seres sociais e tentamos nos inserir, abrindo-nos para uma sociedade virtual.

By Nanda Soares

Responsabilidade – Competência do Gestor Empresarial

“Somos responsáveis por aquilo que fazemos, o que não fazemos e o que impedimos de ser feito.” (Albert Camus)

Gerir a responsabilidade ou responsabilidade para gerir?  Olhar, ver e reparar em tudo que acontece no ambiente organizacional. Na função de gestor, o que significa ter uma atitude responsável?

Significa estar a par do processo operacional e das tomadas de decisões. Significa saber delimitar bem a sua função e trabalhar a sua responsabilidade em torno de cada etapa, contribuindo para que as outras funções também cumpram suas tarefas. Significa saber identificar as potencialidades e fraquezas, usando essas informações a favor. Ter uma atitude responsável envolve percepção e conexão, pois é preciso ter bem demarcado o seu papel, trazer à tona as suas habilidades, aplicá-las e comunicá-las de modo produtivo. Uma atitude responsável envolve uma gama de outros fatores, como a sintonia com o outro, conhecimento e atenção ao desenvolvimento do trabalho.

Assumir responsabilidades significa ter não somente o dever sobre específicas questões, mas também ter noção sobre o que é possível, com iniciativa para otimizar processos.

“Responsabilidade de quê? A responsabilidade de ter olhos quando os outros perderam.” (José Saramago)

Dia a dia sem compasso

Todos os dias um voo rasante sobre vidas que passam
Um andar sem espaço nas ruas que me atrasam
Não há tempo, há pedido, há um pouco de otimismo
que me aquece, me convence, me cobra o sorriso.
Nessa espera, nesse ponto, nesse mundo de distantes
Há alcance, há talento e a alvorada de uma chance.
Pés corridos, trabalho bendito
Gente que vem e gente que vai
Palavras que entram, palavras que saem
Sopro de amém, sopro do bem.
Meu espaço, seu espaço
Não há física ou compasso
Nesse mundo, noutro mundo
Adotamos nervos de aço.
Nanda Soares (Na luta por um mundo melhor)

Afinal

Afinal, onde é a nossa casa? Onde está o nosso lar? Não há lugar, mas a lembrança de algo que nos identifica e acolhe, com qualquer humor, qualquer choro ou pirraça, qualquer sorriso e sem qualquer disfarce. O nosso lugar abrange nossa essência e, mesmo que muitas vezes pareça desalinhado com o hoje, é lá que nos sentimos seguros e plenos. Uma plenitude temporária e inquietante, que logo nos avisa da necessidade de sair e buscar novos horizontes que nos preencha o vazio que insiste em nos visitar.

A nossa crise existencial começa sempre ao rever o passado naquele dado presente, sedento de futuro. Mas de um futuro que nos dê brilho nos olhos e palpite o coração. Que triste pensar que tem gente que passa a vida toda sem um friozinho na barriga, sem as famosas borboletas no estômago. Não, não é sobre exaltar a instabilidade, mas sim sobre valorizar as metamorfoses da vida, que nos empurram para viver novas sensações e experiências.

By Nanda Soares

Mania de escrever

cronicasUnir palavras vai além de mero português concordante, de pontos e vírgulas felizes. Essa ação vem recheada de significados, de intenções e desapegos, pois para escrever e divulgar a gente precisa desapegar das nossas ideias para torná-las coletivas.

Nessa coletividade de mensagens, sejam certas ou incertas, doamos estilo, vontade, humor, sono e cuca pensante. E para quem adora escrever, mas tem problema com tempo e atenção, o sacrifício é maior ainda. Um sacrifício exposto, conhecido, curioso e sedento de contemplação.

Então vamos lá! Vamos iniciar essa jornada escrita que traz inúmeros conhecimentos que outrora nem se cogitava saber.

Nanda Soares – Conectando Ideias

Nas entranhas do feminino

O livro A Tenda Vermelha, escrito por Anita Diamant, traz a fortaleza e a fragilidade das mulheres imersas numa cultura que favorece a negociação de suas vidas. Diante do olhar penetrante que apresenta a narrativa, vamos redescobrindo o cotidiano de personagens bíblicas, sentindo seus anseios, suas alegrias, o gosto das lágrimas e do pão, a dor e o amor que brota de cada relação. Ao mesmo tempo nos entregamos ao desenrolar da história contada por Dinah, filha de Lia e Jacó.

Este livro nos traz diversas provocações e nos coloca diante de um mundo que parece distante, mas que levanta questões não resolvidas até hoje, principalmente em determinadas culturas.

Para mim, foi impactante acompanhar a saga das mulheres menos favorecidas, escravizadas em uma vida pouco ou nada instigante, nada feliz, nada, sempre um nada. Era assim que se viam e eram vistas, como um nada, um mero objeto nada digno de respeito.

Também percebe-se a aspereza, o peso do trabalho, a relação com a natureza e com os animais. O tipo de interação entre os homens também vem à tona revela a intensa “marcação de território”.

Relevantes passagens da trama trazem aquilo que não é implícito nos sentimentos das personagens, configurando detalhes que nos fazem mergulhar cada vez mais na leitura, na descrição e narrativa da história de um núcleo familiar. Sofri e celebrei com Dinah a sua metamorfose.  São as descobertas, os medos, curiosidades e lembranças dessa menina e mulher que constroem o cenário, as cenas, cada por do sol e cada refeição. O diferente se dilui quando nos deparamos com específicas sintonias que dizem respeitos às mulheres.

Aqui, na narrativa de A Tenda Vermelha, confrontamos antigos valores, nos assustamos e nos deliciamos.

A trajetória de Dinah é sugerida apenas no livro de Gênese, e cada vez mais fica claro a necessidade de um estudo mais aprofundado sobre as mulheres presentes na bíblia. Histórias que ficam à sombra, escondidas. Não é de se admirar que quando alguma narrativa vem à tona, venha com tanta força, como as mais conhecidas descrições de Maria Madalena, Maria de Nazaré, Haab, dentre outras.

Por fim, fica entendida a castração dos sentimentos. Não que estes deixem de existir, mas são enterrados junto com perspectivas, sonhos e alma. Fica clara a força da cortesia, do amor, da entrega e da confiança. Coloca-se à prova toda dor, a submissão, a rivalidade, a compaixão e as próprias crenças.

Não deixem de ler essa obra!

Sobre a autora do livro:
“Nascida em Nova Iorque, Anita Diamant é uma premiada jornalista e autora de cinco livros sobre a vida judaica contemporânea. Durante mais de 20 anos, como jornalista freelancer, escreveu artigos para diversos jornais e revistas. A Tenda Vermelha é sua primeira obra de ficção”. (www.esextante.com.br)

Uma rotina feminina – empreender para transformar

Por Nanda Soares

É isso aí! Não foi fácil chegar até aqui, mas hoje a participação feminina está presente e reconhecida em todas as esferas de desenvolvimento da sociedade. O mercado de trabalho valoriza cada vez mais as contribuições das ideias transformadas em projetos vencedores e agregadores; e é assim que as mulheres empreendedoras trabalham.

Tivemos empecilhos pelo caminho, não é mesmo? Se você está aí decidindo qual o próximo curso a fazer, saiba que apenas em 1879 o governo brasileiro abriu as portas do ensino superior para as mulheres, que mesmo sendo pressionadas por uma massa de desaprovação social, não sucumbiram às pressões e se tornaram profissionais exemplares. E essa foi uma grande travessia contra a discriminação. Aí começa a saga do empreendedorismo feminino em prol da transformação social.

O nível de qualificação das mulheres vem crescendo cada vez mais, mas o caminho a seguir ainda é longo. Nós sabemos bem disso, não é mesmo? O negócio é ir à luta e continuar mostrando na prática a nossa presença e competência.

Mas, afinal, o que significa empreender?

Significa dar início, ter visão, inspiração e seguir em frente para realizá-la. É preciso respirar o ar da busca, a novidade e a efetivação como princípio de vida. O negócio é estudar e se qualificar continuamente. E claro, agir para realizar e transformar a sua realidade.

Segundo a Agência Sebrae de Notícias, só em 2012 mais de 78 mil mulheres buscaram informações sobre abertura e gestão de novos negócios no Sebrae Minas Gerais. Ainda de acordo com a mesma fonte, as mulheres estão no comando. Em pesquisa divulgada pela sua assessoria de imprensa, as mulheres estão mais preocupadas com a sustentabilidade nos negócios, sendo que “o percentual de mulheres (52%) que adotam ações de controle administrativo nas empresas é maior que o dos homens (50%)”. Conclusão geral: é preciso saber gerir para gerar bons resultados.

Invista, realize, transforme. Até a próxima!

419991_270779886331397_708029725_n

Artigo sob encomenda para o Negócio de Mulher!